Vivemos em meio a uma crise financeira que vem se arrastando há alguns anos, e uma das consequências desse quadro é o grande número de demissões nas empresas na tentativa de reduzir os custos.
Com o quadro de funcionários reduzido, o que acontece é que os colaboradores que se mantém nos cargos passam a acumular tarefas, funções e responsabilidades. O excesso de trabalho, a pressão constante para a entrega de resultados, e a insegurança da manutenção do emprego, comumente acarretam no que chamamos de “Síndrome de Burnout”.
É muito comum eu receber pessoas no meu consultório relatando exatamente os sintomas dessa síndrome, decorrente de seu atual momento profissional. A saber: cansaço físico, emocional e mental extremos, insônia, pressão alta, sentimento de desesperança, alterações de humor, entre outros.
A melhor forma de se tratar essa síndrome é procurando um psicólogo e se necessário um psiquiatra, pois algumas vezes é preciso prescrição de medicamentos.
Paralelamente é fundamental empreender possíveis mudanças nas condições de trabalho e no estilo de vida, para que se alcance melhores resultados. Algumas sugestões são: Não se exigir demasiadamente no trabalho, realizar atividades físicas e ter momentos de lazer.
O prognóstico para a maioria dos casos é positivo, em um ou três meses já se vêem melhoras, mas para que não haja recidiva, o melhor remédio ainda é gostarmos de nós mesmos, aumentando o autoconhecimento e a noção de nossos limites.
Psicóloga Clínica Marílis Almeida